“A postura de proteção que aparece sozinha — e que costuma ficar.”
Depois de uma cirurgia de mama, muitas pessoas passam a proteger a região operada sem perceber. Os ombros podem ir para frente, os braços permanecem mais próximos ao corpo e o tronco pode assumir uma posição mais curvada.
Inicialmente, essa estratégia pode surgir como uma resposta automática de proteção.
O problema é quando essa posição permanece mesmo depois do período em que ela surgiu. A musculatura do pescoço, dos ombros e das costas passa a trabalhar em uma organização diferente, e a dor pode aparecer como consequência dessa nova distribuição de carga.
Aqui, o assunto não é cicatrização nem resultado cirúrgico. O foco é a postura de proteção e a sobrecarga mecânica que ela pode criar.

VOCÊ SENTE DOR NAS COSTAS?
Observe se você percebe:
- ombros constantemente projetados para frente;
- tensão no pescoço;
- dor entre as escápulas;
- dificuldade para voltar à postura habitual;
- sensação de rigidez após permanecer muito tempo na mesma posição.
Faça um autoteste simples: fique diante de um espelho e observe sua posição natural. Seus ombros parecem mais fechados do que antes? Os braços ficam constantemente junto ao tronco? Você evita movimentar naturalmente a parte superior do corpo?
Esses padrões podem indicar uma postura de proteção mantida por mais tempo.
POR QUE ACONTECE
Depois de um procedimento, o corpo pode limitar espontaneamente determinados movimentos.
Ombros para frente, tronco em flexão e braços próximos ao corpo podem reduzir a sensação de exposição da região anterior do tórax. Porém, essa posição modifica a distribuição da carga.
A musculatura posterior pode precisar trabalhar de forma diferente para sustentar a cabeça e o tronco, enquanto outras estruturas permanecem encurtadas ou em atividade contínua.
A cadeia é:
postura de proteção → ombros projetados para frente → alteração da posição do tronco e da cabeça → redistribuição da carga → tensão muscular → dor cervical e dorsal.
A proteção que inicialmente era temporária pode se transformar em um padrão mantido.

COMO RESOLVER
1. Respeite todas as orientações da equipe cirúrgica. O momento adequado para retomar movimentos varia de acordo com o procedimento e a recuperação individual.
2. Observe padrões de proteção mantidos além do necessário. A percepção do posicionamento corporal é o primeiro passo para modificar um padrão.
3. Retome movimentos apenas quando houver liberação profissional. Mobilidade não deve ser antecipada sem orientação.
4. Busque acompanhamento fisioterapêutico quando indicado. O profissional pode trabalhar mobilidade, consciência corporal e retorno progressivo às atividades.
5. Considere estratégias de suporte postural no momento apropriado. As peças da Alignmed Brasil podem complementar uma estratégia de organização e percepção corporal, sempre respeitando a orientação da equipe responsável.




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Dr. Gregory G Markarian, MD

