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Dor nas Costas no Pós-Operatório

Isabelle Capibaribe Marques Bomfim
Dor nas Costas no Pós-Operatório




“Não imobiliza. Posiciona.”

Depois de uma cirurgia, é comum que o corpo passe por um período de proteção. A pessoa pode reduzir movimentos, manter os ombros mais fechados, curvar o tronco ou permanecer por mais tempo em posições que parecem mais seguras.

O problema começa quando essa proteção temporária se transforma em um padrão mantido por muito tempo.

A cirurgia é o contexto. A dor nas costas pode ter outra explicação: uma mudança na forma como o corpo distribui e sustenta a carga durante o período de recuperação.

Imobilizar completamente não é sinônimo de proteger. Quando a movimentação é liberada pela equipe responsável, o posicionamento adequado e a retomada progressiva podem ser importantes para evitar que outras estruturas assumam uma carga excessiva.



VOCÊ SENTE DOR NAS COSTAS?

Observe se, depois do procedimento, você percebe:

  • ombros constantemente para frente;
  • dor no pescoço ou entre as escápulas;
  • rigidez ao permanecer muito tempo sentado ou deitado;
  • dificuldade para retomar sua postura habitual;
  • sensação de que uma região das costas está trabalhando mais do que antes.

Um autoteste simples é observar sua postura natural diante do espelho. Você está protegendo uma região mesmo quando não está realizando nenhum movimento? Os ombros permanecem fechados ou o tronco curvado sem que você perceba?


  1. Esse padrão pode indicar que a postura de proteção está alterando a distribuição da carga.

    POR QUE ACONTECE

    Depois de uma cirurgia, o corpo pode modificar espontaneamente a forma como se movimenta. Algumas regiões passam a ser protegidas e outras precisam compensar.

    Quando o tronco permanece em flexão ou os ombros ficam projetados para frente, a musculatura cervical e dorsal pode assumir um trabalho contínuo para sustentar a cabeça e manter o corpo organizado.

    A cadeia mecânica é:

    postura de proteção → alteração do posicionamento corporal → redistribuição da carga → musculatura compensando continuamente → tensão e dor nas costas.

    Cada cirurgia possui necessidades e restrições próprias. Por isso, qualquer retorno à movimentação deve respeitar as orientações da equipe responsável.



  1. COMO RESOLVER

    1. Siga as orientações do cirurgião. Cada procedimento possui um tempo e cuidados específicos para a recuperação.

    2. Evite manter a mesma posição por períodos prolongados. Quando houver liberação profissional, pequenas mudanças de posição podem reduzir a carga contínua.

    3. Observe compensações involuntárias. Ombros fechados, tronco curvado e proteção constante podem modificar a distribuição da carga.

    4. Busque acompanhamento fisioterapêutico quando indicado. A retomada do movimento deve considerar o procedimento realizado e a condição individual.

    5. Considere estratégias de suporte postural no momento apropriado. As peças da Alignmed Brasil podem complementar estratégias de posicionamento e percepção corporal, sempre respeitando a liberação da equipe responsável.

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    Conheça as peças posturais da Alignmed Brasil.

    Dr. Gregory G Markarian, MD