“A doença é neurológica. A dor nas costas é mecânica.”
Alterações neurológicas podem mudar a forma como o corpo sustenta o tronco, controla os movimentos e distribui a carga durante atividades simples do dia a dia. Quando determinados músculos deixam de responder com a mesma força, velocidade ou coordenação, outras estruturas podem passar a trabalhar além do necessário.
É nesse ponto que a dor nas costas pode aparecer.
O diagnóstico neurológico explica a origem da alteração no controle motor. Mas a dor pode surgir da consequência mecânica dessa alteração: uma parte do corpo perde capacidade de sustentar, outra assume a carga.
VOCÊ SENTE DOR NAS COSTAS?
Observe se existe:
- sensação de peso no tronco;
- dor após permanecer sentado ou em pé;
- necessidade constante de se apoiar;
- aumento da tensão muscular ao longo do dia;
- desconforto em uma região específica das costas que parece trabalhar o tempo todo.
Um autoteste simples é perceber se a dor muda conforme o corpo recebe apoio. Quando uma posição com maior sustentação reduz a sensação de esforço ou tensão, isso pode indicar que a carga mecânica participa do desconforto.

POR QUE ACONTECE
Para permanecer sentado, em pé ou se movimentar, o corpo depende da ação coordenada de diferentes grupos musculares.
Quando existe alteração de força, tônus ou controle motor, a sustentação pode deixar de ser distribuída de forma equilibrada. O corpo procura outra estratégia para manter a posição.
Alguns músculos passam a trabalhar continuamente. Outras articulações recebem mais carga. Determinadas regiões ficam responsáveis por compensar uma função que deveria ser dividida.

A cadeia é:
alteração do controle motor → perda ou redução da sustentação → compensação → redistribuição da carga → sobrecarga mecânica → dor nas costas.
A doença neurológica não precisa ser o assunto central para explicar essa dor. O que importa, neste contexto, é identificar qual estrutura deixou de sustentar e qual passou a assumir o trabalho.
COMO RESOLVER
1. Faça uma avaliação individualizada. Cada alteração neurológica pode produzir um padrão diferente de compensação.
2. Observe as posições que aumentam a dor. Sentado, em pé, durante transferências ou após determinado período: identificar o padrão ajuda a entender a carga.
3. Ajuste o ambiente quando necessário. Altura de cadeiras, apoios e superfícies pode influenciar a quantidade de esforço exigida do corpo.
4. Siga um programa de reabilitação adequado. O trabalho deve considerar controle motor, mobilidade, força disponível e objetivos funcionais.
5. Considere estratégias de suporte postural. Quando apropriado, o vestuário funcional da Alignmed Brasil pode complementar outras estratégias ao fornecer suporte e estímulos relacionados ao posicionamento corporal.

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Dr. Gregory G Markarian, MD

