
“A postura de quem tem DPOC não é hábito. É consequência da respiração.”
Para algumas pessoas com DPOC, a dor no pescoço e nos ombros pode se tornar uma presença constante. Muitas vezes, a cabeça fica projetada para frente, os ombros permanecem elevados e a musculatura da região cervical parece nunca relaxar completamente.
Essa posição não precisa ser simplesmente um “mau hábito”.
Quando respirar exige mais trabalho, o corpo pode recrutar músculos adicionais para participar desse processo. Ao longo do tempo, estruturas que também deveriam ter outras funções passam a permanecer ativas repetidamente.
A DPOC é o contexto respiratório. A dor cervical pode ser entendida pela carga mecânica que recai sobre a musculatura envolvida na compensação.
VOCÊ SENTE DOR NO PESCOÇO?
Observe se você apresenta:
- tensão constante nos ombros;
- dor na região cervical;
- sensação de rigidez ao final do dia;
- dificuldade para relaxar o trapézio;
- cabeça projetada para frente;
- desconforto entre o pescoço e os ombros.
Faça um autoteste simples: em uma posição confortável, observe se os ombros permanecem elevados mesmo quando você tenta relaxá-los. Perceba também se a tensão aumenta em períodos de maior esforço respiratório.

POR QUE ACONTECE
A hiperinsuflação pulmonar pode alterar a mecânica respiratória. O tórax permanece em uma posição mais próxima da inspiração, enquanto o diafragma pode trabalhar em uma posição menos favorável.
Nesse cenário, músculos acessórios podem participar mais ativamente da respiração, incluindo estruturas da região cervical e da cintura escapular.
Escalenos, esternocleidomastóideo, trapézio superior e peitoral menor podem permanecer envolvidos em estratégias compensatórias.

A cadeia mecânica é:
maior demanda respiratória → maior participação da musculatura acessória → cabeça à frente e ombros em compensação → trabalho muscular contínuo → tensão e dor cervical.
A musculatura não está apenas sustentando a postura. Ela também pode estar participando de uma demanda respiratória aumentada.

COMO RESOLVER
1. Mantenha acompanhamento médico e fisioterapêutico. Alterações respiratórias exigem avaliação individual.
2. Observe posições que aumentam a tensão. Algumas posturas podem dificultar ainda mais o conforto durante a respiração.
3. Trabalhe mobilidade dentro da sua orientação profissional. A região torácica, cervical e escapular participa da organização corporal durante a respiração.
4. Evite permanecer longos períodos na mesma posição. A carga contínua sobre músculos já recrutados pode aumentar o desconforto.
5. Considere estratégias de suporte para a cintura escapular. Quando indicadas, as peças da Alignmed Brasil podem complementar outras medidas ao favorecer suporte e percepção do posicionamento corporal.

Leia também Dor nas Costas Quando o Corpo Não Sustenta Sozinho e Fibrose Cística e Dor nas Costas.
Conheça as peças posturais da Alignmed Brasil.
Dr. Gregory G Markarian, MD
