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agosto 18, 2023 5 min ler


Resumo: Introdução:

As vértebras típicas são constituídas posteriormente por um anel oco, conhecido como arco neural ou vertebral, e diversos processos ósseos. A espondilolistese é geralmente associada a uma progressão da espondilólise, definida como um defeito com descontinuidade óssea do segmento intervertebral, região da lâmina entre os processos articulares superiores e inferiores. O tratamento não-cirúrgico é a escolha inicial na maioria dos casos de espondilolistese, com ou sem sintomas neurológicos, além de ser a principal forma de tratamento das dores lombares. Alignmed®Brasil: A camiseta postural com neuroband traz consigo benefícios como: melhora da ativação muscular, melhora da propriocepção devido ao estímulo tátil gerado pela camiseta, melhora de fluxo sanguíneo em artéria braquial. Podendo ser útil em pacientes com espondilolistese, devido às alterações posturais apresentadas. Conclusão:Pode-se concluir que, o uso das camisetas posturais pode trazer alívio da lombalgia, além de proporcionar uma melhor estabilidade postural para pacientes com espondilolistese, sendo assim, auxiliando no tratamento fisioterapêutico e diminuindo os sintomas álgicos apresentados pelos pacientes.

Palavras-chaves:Camiseta postural; espondilolistese; Alignmed.

1. Introdução:

As vértebras típicas são constituídas posteriormente por um anel oco, conhecido como arco neural ou vertebral, e diversos processos ósseos. Anteriormente encontra-se o corpo vertebral, que atua como principal componente da coluna vertebral, responsáveis pelo suporte do peso.  A vértebra lombar é representada por um segmento cilíndrico irregular apresentando as faces superior e inferior, aplanadas, mas de contorno saliente para a implantação do disco intervertebral. Face anterior, limitada por dois lábios, superior e inferior, que fornece inserção para o ligamento longitudinal anterior. Face posterior, côncava no sentido transverso, provida de orifício, limitando o forame vertebral. Serve de fixação do ligamento longitudinal posterior.

Quando se trata de curvatura da coluna, diversos fatores podem influenciar para uma anormalidade nas curvaturas da coluna vertebral. Um aumento exagerado da curvatura lombar, ou lordose, em geral é associado à fraqueza dos músculos abdominais e inclinação anterior da pelve. As causas de lordose incluem deformidade vertebral congênita, fraqueza na musculatura abdominal, maus hábitos posturais e o excesso de treinamento em esportes que exigem a hiperextensão lombar repetitiva (SILVA; 2014)

A espondilolistese é geralmente associada a uma progressão da espondilólise, definida como um defeito com descontinuidade óssea do segmento intervertebral, região da lâmina entre os processos articulares superiores e inferiores. Espondilólise e espondilolistese são duas condições que envolvem mudanças diretamente na vértebra (JASSI et al., 2010). Esse defeito na parte posterior da vértebra lombar é denominado espondilólise, essa lesão pode ocorrer por desgaste das articulações responsáveis pela sustentação, ou defeito na parte posterior da vértebra. Espondilolistese pode ser definida resumidamente como uma deformidade em que uma vértebra desliza sobre a outra e provoca um desalinhamento da coluna (SILVA; 2014)

A ocorrência da espondilolistese é maior na coluna lombar, em especial entre as vertebras L5-S1, predispondo a lombalgia, sobretudo em crianças e adolescentes. Estudos epidemiológicos apontam que sua incidência está relacionada com idade, herança genética, gênero, raça e nível de atividade, manifestando-se frequentemente durante o crescimento entre os 8 e 20 anos. Tem o risco declinado na meia idade e um ligeiro aumento entre os 60 e 80 anos. atividades que requerem hiperextensão ou hiperflexão da coluna lombar aumentam o risco de espondilólise/listese. Embora essa condição muitas vezes se desenvolva cedo na adolescência, normalmente não é detectada até a idade adulta (ARAUJO et al; 2012).

2. Classificação:

- Congênita: Anormalidade na formação do arco neural no nível L5-S1 que permite um deslizamento de L5 sobre S1. Os sintomas podem se desenvolver após 8 anos de idade.

- Ístimica: Anormalidade na formação do arco neural no nível L5-S1 que permite um deslizamento de L5 sobre S1. Os sintomas podem se desenvolver após 8 anos de idade.

- Degenerativa: Degeneração do disco e/ou instabilidade intersegmentar. Uma hipomobilidade em L5-S1 pode causar hipermobilidade em L4-L5, tornando prováveis alterações degenerativas como deslizamento anterior. Ocorre mais frequentemente em mulheres acima dos 40 anos.

- Traumática: São as fraturas agudas dos pares articulares e curam-se bem com imobilização.

-Patológica: Metástases e doença reumática são suas causas mais comuns. Outras patologias como tuberculose, doença de Paget, doença de Albers Schönberg, artrogripose e sífilis podem enfraquecer o tecido da vértebra e torná-la mais suscetível a danos. Assim como acontece na traumática, esses casos frequentemente acometem todo o segmento vertebral, não sendo um problema particular dos pares articulares.

3. Sintoma- Dor lombar:

 A lombalgia pode ser classificada em dor aguda e dor crônica. Dor aguda, nesse caso, significa início rápido da dor e limitação após uma atividade ou situação. A partir da realização de um movimento aparentemente normal e sem dor, se inicia prejudicando o movimento que, em seguida, poderá se tornar o primeiro episódio doloroso. Já a dor lombar crônica é considerada aquela que persiste por no mínimo três a seis meses, tendo ou não limitação do movimento (BONIFÁCIO; 2015).


4. Tratamento:

O tratamento não-cirúrgico é a escolha inicial na maioria dos casos de espondilolistese, com ou sem sintomas neurológicos, além de ser a principal forma de tratamento das dores lombares. Não há, entretanto, estudos prospectivos randomizados que estabeleçam um protocolo ideal de tratamento5. Na maioria dos casos sintomáticos de espondilólise e espondilolistese o tratamento conservador é recomendado para reduzir a dor, restaurar a amplitude de movimento e a função, e para fortalecer e estabilizar os músculos espinhais (JASSI; SANTOS et al; 2010).

-Fisioterapia: fortalecimento abdominal, treino da postura e de padrão de movimento, alongamento dos isquiotibiais e psoas e treino da estabilidade pélvica. Além disso, um colete lombossacro leve pode ser usado em conjunto com a reabilitação. Também é importante limitar as atividades de alto risco e avaliar posteriormente, para monitorar a progressão da listese (JASSI; SANTOS et al; 2010).




5. Alignmed®Brasil:

As camisetas posturais possuem uma tecnologia conhecida como Neurobands, que constituem toda a camiseta, substituindo o kinesiotape, muito utilizado por fisioterapeutas na tentativa de alinhamento muscular e postural. A camiseta postural com neuroband traz consigo benefícios como: melhora da ativação muscular, melhora da propriocepção devido ao estímulo tátil gerado pela camiseta, melhora de fluxo sanguíneo em artéria braquial. Podendo ser útil em pacientes com espondilolistese, devido às alterações posturais apresentadas.



6. Conclusão:

Pode-se concluir que, o uso das camisetas posturais pode trazer alívio da lombalgia, além de proporcionar uma melhor estabilidade postural para pacientes com espondilolistese, sendo assim, auxiliando no tratamento fisioterapêutico e diminuindo os sintomas álgicos apresentados pelos pacientes.


  











Referências:

JASSI; SAITA; GRECCO; TAMASHIRO; SANTOS et al; Terapia manual no tratamento da espondilólise e espondilolistese: revisão de literatura;Fisioterapia e pesquisa; 2010.

BONIFÁCIO; Reabilitação baseada em movimento para redução de dor e melhora de atividade em indivíduos com diagnóstico de espondilólise e espondilolistese: revisão sistemática;2015.

SILVA; exercícios para espondiloliste;2014.

ARAUJO; OLIVEIRA et al; protocolo fisioterapêutico no tratamento da lombalgia;Cinergis; 2012.

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