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janeiro 10, 2024 5 min ler

Introdução:

Dentro da natação existem 4 estilos com características diferentes: o Crawl é o estilo mais rápido e é caracterizado por estar na posição ventral e utilizar os membros alternadamente. O Costas é um estilo muito similar ao crawl, porém é realizado em decúbito dorsal e a rotação dos braços são em outra direção e as pernas fazem o movimento de chute para cima. O nado Borboleta é caracterizado pela posição ventral do corpo e movimento simultâneo dos braços e das pernas. O estilo Peito, também é realizado na posição ventral, porém a ação do braço é um movimento para fora, movimento para baixo e movimento para cima com retorno em uma posição alongada e a das pernas é simultânea com os pés rotacionados para fora.

 

A escápula possuialgumas funções. Sua estabilidade éque a fixam ao tórax, posicionando adequadamente a cavidade glenoide em relação ao úmero e proporcionando uma base estável para o manguito rotador. A mobilidade da articulação glenoumeral deve estar em sintonia com a mobilidade escapulotorácica, obedecendo a uma relação de proporcionalidade durante a elevação do ombro, nos movimentos de abdução e flexão. Dessa forma, será possível uma adequada amplitude de movimento e o equilíbrio no padrão de ati- vação muscular. Qualquer desequilíbrio no ritmo escapulotorácico vai originar uma condição denominada discinesia escapular. Esta consistena alteração do posicionamento e mobilidade normal da escápula em relação à caixa torácica.

 

A disfunção escapular pode ser secundária a alterações posturais, patologias glenoumerais, como lesões labrais, impacto, tendinite do manguito rotador, ou como uma resposta de inibição muscular a um estímulo doloroso). Discinesia escapular é um termo genérico que não designa exatamente o local onde ocorre a disfunção, portanto, Ki- bler et al.(3) propuseram um sistema de avaliação de discinesia escapular que diferencia quatro padrões, sem referenciar a ordem de gravidade. No padrão tipo I, apenas o ângulo inferior da escápula encontra-se proeminente e, durante o movimento, o acrômio inclina-se anterior mente e o ângulo inferior inclina-se dorsalmente. A proeminência da

essenciais no ombro do atletaéconferida pelos músculos escapulares.

A borda medial da escápula no repouso e a inclinação dorsal da borda medial durante o movimento são características do tipo II. No tipo III, a borda superior da escápula permanece elevada no repouso e a escápula pode estar deslocada anteriormente; durante o movimento não é observada a inclinação dorsal da borda medial da escápula. O tipo IV é uma posição simétrica, na qual não se observam excessiva mobilidade e proeminência escapular.

A alteração na mobilidade da cintura escapular tem sido relacio- nada com queixas de dor no ombro.. O relato de dor é frequente em indivíduos que utilizam o membro superior em atividades repetitivas que impõem sobrecarga no ombro e que o submetem a posições elevadas, acima de 90 graus de abdução ou flexão. A alteração no ritmo escapuloumeral, consequente à fadiga muscular, vem sendo proposta como a causa mais provável da dor no ombro.. Ejnisman(7), em um estudo com 119 atletas com queixas relacionadas ao ombro, constatou que 72,2% deles apresentavam dor nessa região.

Apesar da sua importância, a cintura escapular não recebe a devi- da atenção durante a avaliação do complexo do ombro. A presen- ça associada da discinesia escapulotorácica e a referência de dor no ombro sugerem que existe uma relação de causalidade entre estas.. Dessa forma, pode-se pensar que o atleta de natação possui os fatores predisponentes de dor no ombro supracitados e a presença da dor pode interferir no seu desempenho máximo. Portanto, este estudo tem o objetivo de verificar a associação entre sintomatologia dolorosa e disfunção escapular em praticantes de natação, alertando para a importância da manutenção do equilíbrio muscular na região escapular

A prevalência de dor no ombro em nadadores que utilizavam os membros superiores exaustivamente em sua ocupação foi alta (93,3%) no presente estudo. Dados da literatura relatam que essa é uma con- dição frequente em indivíduos que submetem seus braços ao uso repetitivo, posições acima de 90° e cargas elevadas em atividades ocupacionais ou recreacionais. O mecanismo sugerido para explicação de tal fenômeno é a alteração da cinemática escapulotorácica consequente à fadiga muscular.

 

Recentemente foi descrita uma síndrome secundária ao uso exces- sivo da musculatura escapular, resultando em fadiga, e caracterizada por alteração no posicionamento escapular, proeminência da borda medial inferior, dor e mau posicionamento do processo coracoide, e discinesia do movimento escapular. Esta 

foidenominada de SICK e constitui uma importante causa de dor no ombro de atletas de arremesso que apresentam a “síndrome do braço morto”. A síndrome da escápula SICK ocorre no ombro dominante e o indivíduo apresenta o ombro afetado mais inferior que o contralateral.

Lesões na articulação do ombro em nadadores

É muito comum em nadadores profissionais e semiprofissionais a incidência de lesões e dores no ombro. Alguns dos fatores responsáveis, segundo as pesquisas são: discinesia escapular, manguito rotador, desequilíbrios de força, gênero, nível competitivo de natação, derrame, distância de nado e técnica de braçada Walker et al (2012).

De acordo com a revista Bras Ortop, foram acompanhados 119 atletas que se queixavam de dores na região do ombro, o resultado obtido foi de que os atletas que praticavam esportes de contato tinham uma diferença significativa (56,1%) em comparação aos atletas que praticavam esportes sem contato (33,9%), porém em relação às lesões que não geram trauma, elas foram maiores nos atletas do esporte sem contato (66,1%) do que nos esportes com contato (43,9%). Segundo os autores, os esportes que mais foram afetados foram: volêi 14%, jiu-jitsu 13% e natação 11%. As maiores queixas dos atletas foram primeiramente dores nos ombros (72,3%), a segunda maior queixa foi de luxações (17,6%), fraqueza (11,7%), síndrome do braço- morto (11,7%) e falseio em oito (6,7%). As dores mais comuns foram na parte anterior do ombro, em sequência dores acromioclavicular, em terceiro, lateral e por último na parte posterior do ombro.

Segundo SECCHI, BRECH & GREVE (2015), a natação é um esporte onde se usa os braços para gerar propulsão e se mover dentro da água. Na rotação dos braços, existem alguns músculos fundamentais para a execução: rotadores internos, subescapular e adutores ( grande dorsal e pectoris). Existem os nados simultâneos (Borboleta e Peito) e existem os nados não simultâneos (Costas e Crawl) , porém os autores tiveram resultados que demonstraram que quando se relaciona pico de torque não há diferença entre nadadores de nados assimétricos para nadadores de nados não assimétricos.

Em um estudo realizado por Cohen et al (1998) em nadadores da elite brasileira, 19,02% nadadores apresentaram queixas sobre dores nos ombros no atual momento e 80,98%, disseram que não sentem dores nos ombros. Porém, quando a pergunta foi sobre se já sentiram dores nos ombros ao longo do treinamento, 130 (63,41%) dos atletas afirmaram já ter tido alguma dor nos ombros e 75 (39,59%) responderam nunca ter tido dores nos ombros.

De acordo com (JOHNSON, SIM & SCOTT, 1987) a natação é um esporte muito rigoroso e atualmente vem crescendo o número de atletas amadores desta modalidade. Quando se fala em nadadores o problema mais comum e frequente são as dores nos ombros que ocorrem juntamente com a tendinite no bíceps braquial e no tendão supra espinhal, o que pode gerar dores nos ombros e instabilidade glenoumeral.

Camisetas posturais Alignmed:

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Conclusão:

As camisetas posturais podem ser benéficas e trazer melhora na qualidade de vida de pessoas com dores cervicais, melhorando dor, postura e posicionamento.

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