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Marfan e Dor nas Costas

Isabelle Capibaribe Marques Bomfim
Marfan e Dor nas Costas

 

“Membros longos multiplicam a carga que a escápula precisa segurar.”

Algumas pessoas convivem com uma sensação constante de tensão nas costas, nos ombros ou entre as escápulas. A dor pode aparecer mesmo durante atividades simples e aumentar ao longo do dia.

Quando o corpo possui segmentos mais longos e menor contenção passiva dos tecidos, a forma como a carga é distribuída muda. O resultado pode ser uma demanda maior sobre a musculatura responsável por sustentar a cintura escapular.

Na síndrome de Marfan, características do tecido conjuntivo e das proporções corporais podem influenciar essa mecânica. Mas o foco aqui não é a condição em si. É entender por que determinadas estruturas podem precisar trabalhar mais para manter o corpo sustentado.

VOCÊ SENTE DOR NAS COSTAS?

Observe se você percebe:

  • tensão frequente entre as escápulas;
  • cansaço nos ombros ao longo do dia;
  • sensação de peso na parte superior das costas;
  • dificuldade para manter os ombros em uma posição confortável;
  • necessidade constante de mudar de posição.

Um exercício simples é observar quanto esforço você faz para manter os ombros e o tronco organizados. Se essa posição depende de contração muscular constante, pode haver uma demanda mecânica importante sobre a musculatura.


POR QUE ACONTECE?

Membros mais longos funcionam como alavancas. Quanto maior a distância entre a carga e o ponto de sustentação, maior pode ser o momento mecânico que determinada estrutura precisa controlar.

Na cintura escapular, isso significa que os músculos responsáveis por posicionar e estabilizar a escápula podem precisar trabalhar continuamente.

Quando existe também menor contenção passiva dos tecidos, dois fatores atuam na mesma direção:

alavancas mais longas + menor sustentação passiva → maior demanda muscular → sobrecarga contínua → tensão e dor.

A dor nas costas, portanto, pode aparecer em uma região que está assumindo parte dessa carga durante horas.

COMO RESOLVER

  1. Busque avaliação individualizada. A análise da postura, mobilidade e estabilidade ajuda a identificar padrões de sobrecarga.
  2. Alterne posições durante o dia. Permanecer muito tempo na mesma postura aumenta a demanda sobre uma mesma musculatura.
  3. Trabalhe estabilidade de forma orientada. O objetivo é melhorar o controle das estruturas que precisam sustentar a carga.
  4. Observe os padrões de compensação. Tensão constante no pescoço e nos ombros pode indicar que determinadas regiões estão assumindo mais trabalho.
  5. Considere suporte externo quando apropriado. As peças da Alignmed Brasil utilizam a tecnologia NeuroBands® para auxiliar no posicionamento corporal e oferecer suporte durante as atividades.

 


Para entender melhor como a falta de sustentação pode redistribuir a carga pelo corpo, leia Dor nas Costas Quando o Corpo Não Sustenta Sozinho e Ehlers-Danlos e Dor nas Costas.





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Dr. Gregory G Markarian, MD